Blog do Fábio
   Jamaica: homofobia ao extremo, de artistas e governo

O Globo (www.oglobo.com.br) - Após o assassinato do ativista gay Brian Williamson, da J-Flag (Jamaica Forum for Lesbians All Sexuals and Gays), esfaqueado em seu apartamento, em Kingston, há dois meses, o país — onde a homossexualidade é considerada crime, punida com até dez anos de prisão — ficou definitivamente na mira dos grupos de direitos civis da Europa e dos Estados Unidos. E com protestos estourando em todas as direções — governo, escolas e até igreja — acabou sobrando munição pesada contra os principais artistas da ilha: os deejays (como os MCs/rappers são chamados por lá), acusados de fazerem letras que explicitamente incitam a violência contra os gays.

Astros do ragga/dancehall, como Beenie Man, Buju Banton, Elephant Man, Bounty Killer e Capleton, todos estão na lista negra de grupos como o inglês OutRage e o francês La Coordenation Inter-Pride. A gritaria chegou até os ouvidos da Anistia Internacional. Contra eles, pesa agora o incômodo rótulo de artistas de “murder music” (“música assassina”).

Não é de hoje que a Jamaica — onde, de acordo com a Anistia, gays são espancados, esfaqueados, baleados, queimados e até torturados por causa de sua opção sexual — e os deejays de dancehall vêm sendo criticados. O primeiro a sofrer um revés por causa de sua postura antigay foi Shabba Ranks, que nos anos 80 conseguiu hits como “Mr. loverman” e “Housecall”.

Até então uma estrela ascendente do reggae, contratado a peso de ouro por uma grande gravadora (a Sony), Shabba viu sua carreira micar após uma série de entrevistas na televisão americana, nas quais só faltou dizer que os gays deveriam morrer.

Outra estrela, Buju Banton, também sofreu por suas atitudes homofóbicas. E desde cedo. Em 91, aos 17 anos, ele estourou na Jamaica e na Inglaterra com a música “Boom bye bye”. Não demorou muito e logo as pessoas se tocaram que, por trás do patois (sotaque) de Banton, estava uma letra que dizia que um casal gay deveria ser abatido a tiros.

Talvez para fugir da mesma fogueira que queimou Shabba, Banton mudou de discurso e, nos discos seguintes, abraçou a causa rasta, passando a fazer letras “conscientes”. Mas há quem diga que foi apenas fachada. Mês passado, ele foi acusado de fazer parte de uma gangue que atacou um grupo de gays em Kingston.

Banton, infelizmente, está em má companhia. Capleton tem uma música chamada “Blood out ah chi chi”, que diz algo como “matem os viados/queimem as bichas”. Beenie Man não fica atrás e tem uma música de título “Bad man chi chi man” (“Homem mau/Homem bicha”). Spraga Benz, por sua vez, vai mais fundo e ataca a própria J-Flag na música “Nuh inna dat”, na qual diz que se os gays saírem às ruas “devem ser fuzilados”. Em tempo: “batty man” e “chi chi” são expressões locais e nada gentis para o termo gay.

Mesmo o novato Elephant Man, que domina as paradas de sucesso da ilha, mostra que a violência do preconceito atravessa gerações: na música “A nuh fi wi fault”, ele diz que homossexuais devem ser “abatidos como passarinhos”. Erro duplo.

Tanta estupidez, claro, acabou gerando uma reação. Bounty Killer teve dois shows cancelados na Inglaterra por causa dos protestos do OutRage. Ao entrar no mesmo país, no mês passado, Beenie Man teve que garantir à polícia que não iria cantar músicas homofóbicas. Mesmo assim, teve um show cancelado em Londres. Para tentar limpar a barra, ele enviou uma carta aos jornais pedindo desculpas por qualquer ofensa que suas letras tenham causado.

Já Elephant Man está tendo sua indicação ao MOBO Awards 2004 (prêmio inglês de música negra) contestada por diversas ONGs de apoio aos gays. Um comunicado do evento, divulgado essa semana, diz que o MOBO não pretende dar apoio a artistas que tenham letras tão “ameaçadoras”. Recentes protestos em Londres pela morte de Williamson tiveram manifestantes levando cartazes com fotos desses artistas pintadas de rosa e com dizeres como “inimigos dos gays”.

Condenada por grupos como a Anistia Internacional e o Humans Right Watch, investigada pela Scotland Yard e execrada por uma parcela cada vez maior do público, a “murder music”, o lado podre do reggae e de um país que vende uma imagem de sol, praia e diversão, mas esconde uma postura quase talibã em relação aos homossexuais, parece estar com os dias contados. Bem feito.

Fonte: www.glx.com.br



Escrito por Fábio às 17h27
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   Qual a explicação para a homossexualidade ?

Bom... o meu final de semana não foi exatamente como eu queria. Tive um encontro meio esquisito, sei lá... nada foi como eu queria. Eu vou descrever como foi até o final desta semana eu acho. Por agora, quero abordar outro tema: qual a explicação para a homossexualidade?

"Homossexualidade é uma opção que a pessoa faz na vida ou uma orientação sexual que é independente da vontade da pessoa?

Hoje já se sabe que ser gay ou ser lésbica não é uma opção. Este é mais um mito: as pessoas são gays por opção! Optar significa escolher em ser ou não ser gay. Assim como o heterossexual não escolhe em ser ou não ser heterossexual, o mesmo acontece com o homossexual. Existem vários fatores que determinam esta orientação, que independe da vontade das pessoas, por isto não é uma opção. A Ciência e os psicólogos, ainda não chegaram a uma conclusão. Acredita-se que fatores genéticos, culturais e sociais influenciam na fixação da orientação. O gene, parece ter uma influência importante. A questão se encontra em aberto."

Por: Psicólogo João Pedrosa. (www.glx.com.br)
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Bom, essa resposta é bem típica daqueles Psicanalistas ultra Freudianos... Eu, entretanto, como desde já pretendo seguir as teorias da Psicanálise de Jung, que por sua vez difere em muitos pontos das idéias de Freud, vou tentar expor aqui a minha opinião.

Antes de mais nada também, devo deixar claro que ninguém tem a resposta totalmente concreta; pra mim, a tentativa de explicação que Freud deu para a homossexualidade está totalmente equivocada. Não vou me deter à esta explicação, pelo menos agora, por também ainda não ter um domínio tão amplo como eu prentendo ter em breve com relalçao ao assunto. O mesmo farei com relaçao a Jung, o que posso dizer é que as teorias de Jung são mais brandas e menos deterministas e não limitam tudo ao início da infância, como Freud faz.

Primeiramente, na minha opinão, e com base em tudo que eu lí sobre o assunto e também sendo homossexual, eu creio que dizer que influências sociais e culturais contribuem para a fixação da orietação sexual já é um erro. Se a homossexualidade necessitasse de uma fixação, então muitos homossexuais teriam pelo menos no início de sua vida sexual algum outro tipo de atração que não fosse pelo mesmo sexo, já que influências exteriores viriam posteriormente fazer a fixação da mesma. Qualquer pessoa um pouco mais esclarecida, sabe que as coisas não são assim. E principalmente, qualquer homossexual sabe que sua orientação é uma só e que sempre foi a mesma.

É claro que as influências exteriores exercem sim uma forte influência. Entretanto ocorre uma influência no comportamento do homossexual. E não na orientação sexual da pessoa. É muito fácil perceber a diferença gritante que existe no estilo de vida de um homossexual que vive em São Paulo e outro que mora em uma pequena cidade do inteior. O conservadorismo do interior, exerce tal pressão que fará com que a pessoa tenha uma postura mais rígida consigo mesma, escondendo assim sua orientação dos amigos, da família, e poteriormente culminando numa possível saída daquele ambiente, daquela cidade, aonde a pessoa possa conviver harmonicamente com sua sexualidade. Já no caso daquele que reside em São Paulo, não só existe uma grande abertura para a aceitação de sua sexualidade, como também a possibilidade de convívio com outros homossexuais farão com que que a personalidade desta pessoa se molde de uma forma totalmente diferente daquele que viveu no interior.

Mas voltanto às "causas" da homossexualidade, eu acredito que as mesmas só terão explicação no momento em que também haverá uma explicação para a heterossexualidade. Teorias não faltam. Aquela estória de que o feto é exposto a hormônios invertidos (o menino ficaria exposto a hormônios femininos e vice-versa) ainda no útero, me deixou de cabelo em pé. Para que tal condição acontecesse, teria de haver uma primeira gestação, cujo o feto fosse do sexo oposto à segunda gestação. E como todos sabemos, o que não faltam por aí, são casos de filhos únicos e homossexuais. Com relação a influências do meio, como eu disse, eu descarto totalmente isso, neste quesito eu sou extremamente radical.

Acredito que a homossexualidade já é algo pré-estabelecido e que não importa quais são as influências que o bebê, a criança e até mesmo adulto terá, sua orientação será sempre a mesma e não poderá ser mudada. Penso na possibilidade de o fator determinante ser fisiológico (ou em um termo simplista, biológico). Mas é justamente aí que o cuidado deve ser extremo ao arriscar-se qualquer teoria, PARA QUE NÃO OCORRAM ASSOCIAÇÕES INDEVIDAS, como por exemplo a homossexualidade ser originada para localização inadequada de um gene, no DNA. Com certeza, não é esse o motivo e sabemos disso hoje. É sempre preciso ter cuidado para não haver distorções. Bom, eu não sei se um dia encontrarão a explicação para a homossexualidade, mas eu acredito sim que a resposta pode estar na fisiologia humana. E creio que se um dia essa resposta for aparecer, ela não só explicará a homo e a heterossexualidade como também mostrará o quanto é algo NORMAL um homem sentir atração por outro homem, e uma mulher por outra mulher...

O que eu não posso deixar de comentar aqui também e o quanto eu tenho aversão às pessoas que julgam ser possível modificar o orientação sexual de uma pessoa. Tentar fazer isso traz conseqüências destruidoras e gravissimas na psique de qualquer pessoa. Tenho verdadeira repulsão a determinadas religiões que dizem poder modificar isso. A própria Igreja Católica, deveria envergonhar-se devido a toda sua perseguição aos homossexuais. Ainda vou expor aqui a minha opinão sobre esta entidade, cuja a qual eu considero como sendo a mais hipócrita que existe na face da Tera.

Bom... por hoje e só... essa semana, ainda quero colocar aqui uma reportagem, falando sobre o apoio de psicólogos americanos ao casamento gay e também vou falar sobre ou meu encontro de sábado.

Big beijos e todos!!!! E uma ótima semana! ;-)

Escrito por Fábio às 12h19
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   Essa semana resolvi comprar umas roupas... estava precisando... Mesmo que minha grana tenha ficado mais curta (bem mais curta) depois que entrei para universidade, não dispenso procurar o melhor e o que não falta em Balneário são excelentes lojas! Mas tem um detalhe com o qual eu realmente não contava: o pessoal de Balneário realmente viaaaaaja nos preços! R$ 970,00 por uma calça jeans da Iódice! Sim... não é 97 é 970 mesmo... Iódice não vale tudo isso... e mesmo que valesse eu não teria tanto money pra pagar... fiquei de cara com algumas lojas em BC, na minha cidade natal, as mesmas marcas custam em média três vezes menos... Acabei indo comprar na Colcci mesmo... não é minha marca preferida mas até que as roupas de verão estão bem legais e claro, bem menos caras hehehe... :-)

As vezes eu tenho um hábito pouco saudável de ir dormir com o som ligado baixinho do lado da cama, estou procurando evitar isso cada vez mais, mas quando eu fico com insônia pra mim isso funciona como mágica... eu durmo em 15 minutos. Entretanto, isso diminui muito a qualidade do sono e eu não recomendo isso para ninguém. Ontem como eu não estava conseguindo dormir, coloquei este hábito em prática... e no meio da noite, acordei, enquanto tocava uma música no rádio bem calminha... algo romantico sabem, e senti uma vontade enorme de ter alguém lá junto comigo. É muito bom ter alguém (um namorado, óbvio) para dormir juntinho. Quem já passou por essa experiência sabe o quanto é bom, acordar à noite ver que aquela pessoa que você tanto gosta, alí do ladinho seu... Fazia muito tempo que eu não sentia falta disso... Acho que estou começando a enjoar da companhia do meu travesseiro hehehehe...

Bom, o post de hoje vai ficando por aqui mesmo....
Big beijos a todos! :-)

Escrito por Fábio às 12h30
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Nas últimas semanas, a minha vida tem estado quase que em um estado latente. Minha rotina não tem sido muito diferente do esquema casa-faculdade, faculdade-casa. Minhas duas últimas semanas foram um tanto cansativas na faculdade. Semana passada tive duas provas, uma delas foi da disciplina mais difícil deste período: Neurofisiologia. A aula de ontem de Neurofisiologia me deixou de "cabelo em pé" com a quantidade de conteúdo, pois ainda estamos na fase introdutória da disciplina. Então eu fico pensando como será quando estaremos de fato nos aprofundando no assunto. Mas, acredito ter compreendido o conteúdo. O fato é que terei que levar muitos livros de Neurofisiologia para casa e estudar... estudar, estudar... Hoje, por encrível que pareça a aula de Estatística Aplicada foi bem agradável... (eu não gosto muito de Matemática), vejo que Estatísitica é algo mais chato, que difícil.

No último domingo, no final da tarde, resolvi ir a um cyber-café e entrar no chat. Fiz mais para passar o tempo mesmo, não estava esperando nada. Acabei teclando com o Patrick de Itajaí. Tivemos uma conversa bem agradável no chat o que motivou-me a marcar um encontro. O Patrick havia comentato que estava um pouco down, porque terminara um relacionamento a pouco tempo e gostaria muito de um amigo para conversar. Naquela noite ele viria para Balneário visitar uma amiga e sugeriu então que nos encontrássemos. Sem esperar nada, eu aceitei. Era cedo, 20:00 horas, quando eu estava no local aonde havíamos combinado de nos encontrarmos. Dez minutos depois, eu já não acreditava mais que o Patrick aparecesse, e já estava quase indo embora quando: surpressa! O Patrick aparece, e o detalhe é que eu já tinha visto dele aqui na Univali. Ele é um rapaz muito bonito... com 23 anos... super simpático. Ele estará se formando em Enfermagem em breve, o que me motivou uma certa curiosidade também sobre o curso dele, afinal é área da saúde assim como o curso que faço. Conversamos bastante sobre vários assuntos, até que fui convidado a ir com ele para o apartamento de sua amiga. (Aposto que certas coisinhas devem estar passando na mente dos meus estimados leitores não é hehehehehe...).

Fomos para lá e ele me apresentou sua amiga, (acabei esquecendo o nome dela, não sou muito bom para guardar nomes), ela era sua colega e ficamos os três conversando e assistindo Fantástico! Exatamente foi apenas isso. E justamente esse fato me deixou super contente! Pois é tão, mas tão raro encontrar alguém, que seja gay e que esteja em uma sala de bate papo, que esteja procurando por algo assim e não apenas uma transa, que eu me senti super feliz e com sorte mesmo naquela noite. É lógico, não vou ser hipócrita de dizer que eu não senti vontade de ficar com o Patrick. Mas eu não acho que as coisas devem ser assim, você encontrar alguém e partir direto para o ficar... ou pior, para o transar. Eu acho que se deve acontecer algo, isso deve ser natural... tranqüilo. Quase sempre foi assim pra mim... e quero que assim continue sendo.

Mudando de assunto, quinta-feira, pra mim, normalmente é um dia light na faculdade, tanto que vocês podem perceber que eu procuro aproveitar este dia para atualizar o meu blog. Não preciso ir para a faculdade de manhã e tenho aula só até 4 horas da tarde. Por isso, eu havia combinado com duas amigas minhas lá de Ponta Grossa-PR, mas que agora estão fazendo faculdade em Joinville, de nos encontrarmos em Balneário. Eu só não esperava que as duas "doidinhas" iriam aparecer hoje, às 9:00 horas da manhã, lá em casa. Pensava que elas viriam à noite. Ah... eu adoro dormir... durmo muito mesmo, nos domingos, durmo até 4 horas da tarde hehehehe. Mas tudo bem, fiquei super feliz com a visita da Carla e da Paty. Aproveitamos, que eu moro "quase na porta" do shopping e fomos para lá (imaginem... em plena quinta-feira de manhã, fazendo compras no shopping... até agora eu mesmo não consigo acreditar...). Eu não resisti a tentação e comprei o CD, Hypnotica do Benny Benassi! Quando voltamos ao meu apê, quase fizemos um verdadeiro esquenta lá huhauha..., foi muito engraçado mesmo. Nunca ouvi som tão alto quanto hoje, acho que meus vizinhos deviam estar me odiando... As meninas queria até comprar bebida, mas eu realmente bebo muito pouco e nossa, já iriamos estrapolar, então foi um esquenta a base de coca-cola (risos).

Agora, um capítulo a parte aqui no post de hoje, dedicado especialmente aqueles que curtem música eletrônica. O albúm Hypnotica do Benny Benassi é simplesmente espetacular. Meu amigo custuma dizer que é um gênero tão, mas tão alternativo da música eletrônica que ou você ama ou você odeia. Acho que isso é verdade. Para os que amam, eu realmente recomendo este CD! É um dos melhores em termos de som eletrônico que já ouvi. A faixa de abertura, a conhecidíssima "Satisfaction", dispensa comentários. Foi a primeira música de trabalho do Benny Benassi. A segunda faixa, e segunda música de trabalho "Able to love" é simplesmente 100% melhor em sua versão original, a versão feita para as rádios. Até o momento eu só conhecia a versão comercial, mas pasmem, a versão original tem menos batidas e é mais lenta, mas muito melhor. A terceira faixa e também terceira música de trabalho "No matter what you do", talvez tenha sido a música de trabalho menos expressiva até agora do Benny Benassi, mas nem por isso fica para trás das duas primeiras. "Let it be" é algo meio chill in, digamos, algo meio "final de festa", é com uma base bastante repetitiva, mas bem lenta e com bastante rítmo. "Inside with me" lembra um pouco "Satisfacion", é a faixa mais curta e se saí bem, mas não tem nenhum atrativo especial. "I wanna touch your soul" é a faixa mais diferente do albúm, com certeza. É a mais psicodélica, mas rápida e praticamente a única aonde não há trechos com aquela base sintetizada de um contra-baixo que o Benny Banassi usa, por isso a faixa conta com efeitos extraordinários e marcantes. Mas como a marca do Benny Benassi é mesmo o som repetitivo e sintetizado de um contra-baixo, o ponto alto de seu disco é a faixa "Time", que alias é a sua atual música de trabalho e que é disparadamente a melhor música do CD. Sem dúvida, é uma música digna de destaque mesmo, quem não conhece, precisa ouvir, irá gostar com certeza. "I love my sex" também merece destaque, já foi a música de trabalho em vários países, no Brasil não sei porque, não foi lançada. Bom, pra encerrar, é um albúm da mais pura música eletrônica psicodélica e indíco para quem realmente gosta.

Bom... sei que muitos acharam este parágrafo incrívelmente chato, mas eu realmente gosto de som eletrônico e sei que tenho leitores que gostam também... então, não poderia deixar de comentar. O post de hoje vai ficando por aqui... Sei que há várias pessoas que acessam o blog (não sei se leêm), mas ao menos acessam, basta observar o marcador. Então, please, comentem! Gosto de saber o que as pessoas pensam sobre o que eu escrevo!!! Deixo o meu muito obrigado aqui a todos que leêm, e em especial aos que comentam sempre, muito obrigado mesmo!

Fico por aqui então, um forte abraço a todos...



Escrito por Fábio às 15h42
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   Recordar é viver (parte 2)...

Bom, como eu havia comentado no post anterior; neste post eu contaria como foi o meu primeiro beijo. Nestes quesitos, eu realmente não tenho do que reclamar. Aconteceu tudo de uma forma bem legal e muito especial. E me considero uma pessoa de sorte por poder ter esses momentos para relembrar. Infelizmente eu conheço muitos fatos em que o primeiro beijo de uma pessoa não foi como o esperado. Outros tampouco ligam para o acontecido. Bom, eu acho que, o que deve valer são os bons momentos, estes devem ficar guardados na memória, independente de o acontecido ter sido o primeiro beijo ou não, o primeiro namorado ou não. No meu caso, com certeza, posso dizer sem dúvida, que o primeiro beijo foi um fato que marcou, e que sempre estará guarado lá no fundinho do coração. Então, vamos ao fato como aconteceu!

Desde muito tempo, a minha família sempre teve o hábito de vir passar as férias no litoral aqui de Santa Catarina. E normalmente, o cidade de escolha sempre foi Itapema. Os meus pais tem predileções por uma ambiente mais família, essas coisas mais light sabe, normal para quem quer descansar em suas férias. Na maioria das vezes ficávamos na praia de Perequê. Quem conhece sabe que é um pouco mais afastado do centro de Itapema e tal, o que nem sempre me agradava. Nos últimos anos estavamos ficando mais próximos de Meia Praia, a região mais movimentada de Itapema, principalmente porque minha família começou a vir passar o verão no litoral  junto de amigos. Na época eu tinha 16 anos, quando fiquei sabendo iríamos para a praia aquele ano com uma família que a muitos anos tivera uma sociedade com meu pai, mas que por um motivo que eu desconheço, ainda quando eu era muito novo, mudaram para Porto Alegre-RS. Entretanto, o laço entre as duas família era bem forte e fez com que mesmo durante todos esses anos aquela amizade não tivesse se dissipado no tempo. E de fato, aquela família conhecia muita gente na minha cidade, porque eu lembro que naquele ano eles passaram o natal e reveillon por lá, junto com muitos conhecidos.

Bom, era no mês de janeiro e chegou o dia em que finalmente viajarimos para o litoral. Eu já havia observado que naquela família havia um garoto, um pouco mais velho que eu, mas o máximo que eu havia conversado com ele até o momento da viagem eram coisas como: "- Olá, tudo bom!?" Só isso mesmo... (Eu era um garoto que ficava muito na minha naquela época... Eu era muito tímido.). Bom, a viagem ocorreu normalmente e naquele ano para minha surpressa, escolhemos um apartamento no centro de Itapema, e lógicamente no apartamendo do lado ficou a família que veio junto... Nos primeiros dias, eu passei a maior parte do tempo com as minhas irmãs, e assim como o Vinícius, também passava boa parte do tempo com a sua irmã. Mas os dias foram passando e uma semana depois, todos nós já estavamos bem integrados, inclusive eu e o Vinícius. Ele tinha 21 anos e era muito legal... Só que a rotina não sai muito do esquema praia-shopping-barzinho-festa. Era sempre isso... Sempre eu, ele a irmã dele e minhas irmãs... até teve uma noite que fomos para Balneário. Lembro bem desta noite, pois foi a primeira vez que eu fui ao famoso Baturité... (Naquela Época, nem passava pela minha cabeça a existência de uma boate gay lá... e tal...).

E assim passaram 14 dias de minhas férias.... Até que, na última, sim, na última noite que ficaríamos lá em Itapema, o Vinícius me convidou para ir com ele dar um passeio... eram mais ou menos 21:00 horas e pela primeira vez deste que estávamos lá, saímos apenas nós dois, sem a irmã dele ou uma das minhas irmãs. Eu já tinha uma certa consciência de que eu era gay, na verdade, era mais ou menos naquela época que estava "caindo a ficha" mesmo de que eu era gay. Mas eu nem pensava em beijar outro homem, não pensava em nada desssas coisas. E também eu nem estava muito preocupado por não ter beijado ninguém até aquele momento. Depois de andar um pouco pelo centro de Itapema, o Vinícius me convidou para caminharmos na praia... Quem conhece Itapema, sabe que à noite, a praia fica mais vazia, pois a cidade não tem uma avenida a beira da praia, apenas aquela avenida central... Caminhamos durante um tempão, até que sentamos em um lugazinho lá e ficamos observando o mar e aquela última noite de verão no litoral. Até que o assunto se voltou para os relacionamentos. O Vinicus ficou me perguntando se eu já tinha gostado de alguém, se eu já tinha beijado, enfim, essas coisas. Eu fiquei com vergonha de dizer que nunca havia beijado, então falei que já tinha ficado com algumas meninas. Ele falou que também já tinha ficando com meninas, mas sempre conseguia expor de uma forma sutil que não era exatamente por meninas que ele tinha atração.

Quando eu comecei a perceber que ele também curtia garotos, eu também procurei demostrar que sentia vontade de ficar com outro menino. Não demorou muito, caminhamos mais um tempo em direção para onde? Praia de Perequê hehehe... Onde não tinha quase que ninguém. Logo estávamos os dois sentados na areia, pertinho um do outro, lembro do Vinícius segurando minha mão, e fazendo carinho nos meus cabelos, e quando de repende, (mas de uma forma muito sutil), surgiu um beijo em nós. O meu primeiro beijo... meio desajeitado hehehe, mas muito muito bom. Pra mim, foi um momento único e muito especial. E até hoje eu não esqueço a sensação que eu tive. Em uma praia linda, com uma pessoa muito especial, esta foi a primeira vez que eu beijei. Eu e o Vinícius, ficamos juntos lá até quase 1 horas da manhã, abraçadinhos, apenas aproveitando aquele momento. Lamentamos por termos passado quase 15 dias juntos e só no último dia, ter acontecido um momento tão especial entre nós. No dia seguinte, ainda pela manhã, eu e minha família iniciamos a viagem de volta à minha cidade. E da mesma forma, Vinícius e sua família voltaram para Porto Alegre-RS. Hoje, Vinícius está com 26 anos e quase se formando em Medicina, e está namorando a dois anos um garoto que tem 19 ou 20 anos, lá em Porto Alegre. Mantenho uma amizade muito legal com ele, embora neste último ano nos distanciâmos um pouco, algo normal, para uma amizade que se mantém por tanto tempo e com tamanha distância.

Estas foram uma das féria mais inesquecíveis que eu tive, mais um dos momentos que estarão para sempre guardados em minha memória, que eu jamais esquecerei e que fazem com que eu me sinta incrivelmente bem, toda vez que os recordo, afinal, recordar, é viver!

Um grande abraço a todos!



Escrito por Fábio às 14h35
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   Recordar é viver...

Bom, novamente haverá um post com o layout do texto desconfigurado, pois em alguns laboratórios daqui da Univali, só consigo entrar no modo de edição do blog com o Netscape, e com este, só é possível configurar o texto por meio da lingüagem de programação HTML, a qual eu não tenho o menor domínio, até porque é algo bem distante da minha área, não acham!? (.......................................................................................................................................................) Nestes últimos dias, vieram aos meus pensamentos algumas lembranças, como o meu primeiro beijo ou de quando eu manti um relacionamento a distância (bem a distância mesmo...) com o Edson. Ele mora em São Paulo e eu aqui em Santa Catarina. O detalhe é que ele foi a segunda pessoa que eu beijei, a primeira pessoa pela qual eu me apaixonei, o primeiro cara com quem eu me relacionei de uma forma mais íntima, enfim.... ele foi quem me introduziu ao mundo dos relacionamentos. Os momentos que vivemos juntos eu com certeza jamais vou esquecer, lembro de todos os detalhe até hoje... Lembro da primeira vez que ele saiu lá de São Paulo e foi até a minha cidade natal, para me conhecer... Lembro das vezes que eu fui para São Paulo ficar junto com ele, muita gente fala que essa históra parece mais um filme. Na época eu tinha feito 17 anos a pouquíssimo tempo e o Edson tinha 26. Na primeira vez que eu falei aos meus pais que eu iria viajar para São Paulo capital sózinho paracia que o mundo ia acabar... Mas, como parecia que o destino estava a meu favor, eu havia começado a trabalhar naquele ano e eu fiz verdaderias "peripécias" para conseguir o que eu queria... e consegui. Não me arrependo, valeu apena, acho que se não fosse o Edson, hoje com certeza eu veria os relacionamentos de uma forma muito imatura... Ele com certeza abriu meus olhos para muitas coisas. (........................................................................................................................................................) A imagem que nesta semana fluiu da minha memória e por muito tempo me fez pensar e relembrar sobre eu e ele juntos, veio a partir de uma música, que ouvi por acaso no rádio. Estavamos em São Paulo, andando de carro com dois amigos do Edson, e naquele dia estava um clima down entre a gente, lembro-me quando começou a tocar a música "Trouble" do Coldplay (que alias, tem uma certa nostalgia que combinava com a situação), estávamos no banco de tráz do carro e naquele momento, o Edson, dizendo que gostava demais daquela música, deitou-se no meu colo, enquando eu fiquei acariciando seus cabelos e num instante tudo esteve bem entre nós novamente... Esse cena, me veio à cabeça várias vezes, principalmente ontém e hoje... É muito bom ter esses momentos para lembrar, principalmente quando envolve alguém que sempre foi e sempre será especial para nós. Hoje eu mantenho uma amizade muito legal com o Edson, a qual, me faz muito feliz e me dá a certeza de que por mais turbulento que esteja este mundo, ainda há muitas coisa boas para serem vivenciadas e relembradas. :-)) No próximo post vou contar como foi o meu primeiro beijo.... Um super abraço a todos!

Escrito por Fábio às 16h54
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