Blog do Fábio
  

"A metade que nos falta" (3ª parte - leia a 1ª e 2ª parte nos posts anteriores).

Assim, não amamos o outro de fato. Amamos o que de nós mesmos conseguimos enxergar nesse outro. Ele é a medida exata do “nosso eu”. Sem ele, não somos nada nem ninguém. Uma das funções do amor, é preencher um vazio naquele que ama.

Por isso, quando amamos, estamos transbordados de plenitude e, proporcionalmente, quando perdemos o objeto amado, somos tomados por um sentimento de perda irreparável, de um completo vazio. Essa é, ao menos, a idéia do amor que persiste em nosso imaginário na atualidade, e desse modo, é pela via do narcisismo também que o ser apaixonado esquece quem está a sua volta, pois como dizia a filósofa Hannah Arendt, “quem ama, abandona o mundo!”. Mas é bom lembrar que temos também a liberdade de escolher com quem vamos nos identificar, com quem vamos estar acompanhados.

Nós temos a liberdade de escolher quem será a medida do “nosso eu”.
Definindo o outro como a medida do nosso eu, afirma Jurandir Freire, o novo ethos amoroso propôs aos indivíduos uma dura tarefa: 'a de introduzir o sofrimento na economia do desejo. Acontece que o outro a quem amamos pode dizer não ao que pedimos. Eis a antinomia da felicidade individual contida no amor romântico: se o outro não pode fazer-me sofrer com sua ausência ou sua recusa, não sei o que é amar, e se sei o que é amor, estou exposto ao sofrimento do 'não'. A este impasse a felicidade de mercado respondeu dizendo: 'ame os objetos, eles jamais dizem 'não' ! São dóceis e programados para realizar o que julgamos saber sobre a satisfação de nossos desejos'.

O corpo está entre esses objetos fabricados pela sociedade de consumo. Hoje, produzimos corpos como produzimos alimentos enlatados, peças de automóveis, roupas ou eletrodomésticos, ou seja, em série. Transformamo-nos não só em objetos, mas em 'coisas', na acepção marxista e freudiana do termo, conforme descreve Jurandir Freire. Para Marx, coisa é uma mercadoria com valor de troca.

Para Freud, coisa é o objeto de nossa fantasia com vistas à satisfação dos nossos desejos. Neste caso, sou veemente crítico a qualquer cultura que transforme o corpo como objeto de predação, desejo, posse e gozo do outro, mercantilizando a sua economia libidinal à idéia narcísica de corpolatria, até mesmo porque, nem toda a dieta do mundo, nem todos os aparelhos de musculação ou ginástica existentes, ou ainda nem todas as cirurgias plásticas disponíveis podem transformar o corpo do “homem ou mulher comuns' em objetos de consumo tais como vemos nos desfiles de moda, nos out-doors nas ruas e praças ou nas capas de revistas ilustradas pelas notórias beldades e celebridades nacionais e internacionais.

Não sou um completo descrente no amor romântico ou no amor paixão. Gostaria de poder encontrar mais pessoas, tanto na vida diária quando na clínica, que pudessem padecer e suportar as dores de amor ao invés de ser incapaz de projetar para si uma relação pautada em eros. Gostaria de encontrar mais pessoas que pudessem chorar um amor perdido do que a falta que ele lhe faz.

Alguém que não usasse a palavra eros como um sinônimo elegante para a palavra sexo. Alguém cujo amor durasse o tempo necessário para que ele pudesse nascer, crescer e morrer, como todas as coisas vivas no mundo, aliás. Alguém em que o tempo do amor não durasse apenas o tempo de um beijo, de uma transa ou de um orgasmo, visto que amar alguém demanda discurso dos bons, e não meras palavras soltas de um discurso vazio e sem sentido.

Gostaria, finalmente, de pensar também o amor, bem mais próximo da definição dada pelo poeta barroco Gregório de Matos que diz: 'O amor é finalmente um embaraço de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias, uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um reboliço de ancas e quem diz outra coisa é besta'.
Mas nunca esqueça que o outro ainda é a medida do nosso desejo.
Portanto, cuidado com o que você deseja. Aliás, diante de tudo o que acabamos de falar, cabe aqui perguntar: você realmente quer aquilo que você deseja?

Sergio Gomes da Silva é Psicólogo Clínico, Especialista em Sexualidade Humana, Especialista em Direitos Humanos, recentemente radicado no Rio de Janeiro.

Referência: <www.mixbrasil.com.br> . Acesso em 31 de julho de 2004.

 



Escrito por Fábio às 15h17
[] [envie esta mensagem]


 
  

"A metade que nos falta" (2ª parte - leia a 1ª antes no post anterior).

É por esta razão, acredito eu, que a nossa sociedade é incapaz de associar o amor, a cumplicidade, a amizade e o companheirismo às relações homoeróticas. Vêem a relação entre dois homens ou duas mulheres como patologia, degenerescência, vulgaridade, anomalia, anormalidade, falta de vergonha, imoralidade, patologia passível de cura, repreensão ou repressão. Daí associar a falta de comprometimento afetivo e promiscuidade como constitutiva e inerentes a todos os homossexuais e lésbicas. Isto é uma inverdade. A falta de comprometimento afetivo e amoroso não tem sexo e é perfeitamente encontrada nas relações interpessoais de homens e mulheres heterossexuais.

Quem pode pensar no amor de outrora em um mundo onde se valoriza cada vez mais o corpo e a imagem como objetos de desejo? Como podemos planejar o futuro com alguém se não acreditamos que este alguém tenha condições de investir suficientemente em um projeto de vida semelhante ao meu? E o que é pior: esquecemos que o outro, aquele que desejamos, está pensando a mesma coisa de nós! Ora, se não existe uma perspectiva mínima de se construir uma relação baseada em sentimentos, porque logo “eu” vou insistir nisso? Quero mais é curtir a vida! Deixe para os caretas, aos otários, acreditar que um dia, vão encontrar esse tal de amor. Enquanto isso, eu me divirto, “fico”, “beijo”, “transo”, “acabo a noite em uma cama qualquer”, mas levo comigo a minha noite de “prazeres indescritíveis”, e no dia seguinte, “nem sei mais quantas bocas eu beijei ou qual o nome daquele(a) que acordou ao meu lado”. Passado a euforia, vem a depressão, a angústia, trazendo-nos de volta à realidade: “Estou só. Não tenho amor nem ninguém para amar. Só existe esse espaço vazio ao meu lado, levemente aquecido pelo calor de um corpo de quem há minutos lá esteve”. Por um momento, a depressão, assim como a angústia e a euforia desaparecem, dando lugar a uma sensação de “abstinência de prazer”, semelhante ao que sente um viciado em drogas. Resultado: 'Que venha o próximo fim de semana!'. Olha só a novidade: viciamo-nos em 'sexo casual' e nos tornamos escravos da cultura das sensações! Isso é que é modernidade!
Voltemos a falar de amor.

Todos concordam que ainda valorizamos o amor como objeto de desejo, mas esquecemos dele em algum baú guardado em nossos armários. As pessoas querem amar, mas não estão aptas para amar. Querem ser desejadas, mas investem muito pouco no seu desejo. Querem uma relação estável, mas não acreditam que isso seja possível. Querem uma vida em comum, mas são narcísicas o suficiente para não construírem uma vida ao lado de uma outra pessoa.

Querem um 'príncipe' e uma 'princesa' como objeto de veneração, mas esquecem de usar o próprio espelho como medida do seu desejo. Valorizam um gesto de afeto, carinho, amor e paixão, mas são incapazes de fazer isso com a verdade merecida, e sucumbem ao próximo corpo mais perfeito e mais bonito que encontram pela frente, seja o músculo mais bem trabalhado, ou a bunda e os seios mais inflados. Sonham com jantares à luz de velas, mas buscam quem sentar à mesa em ambientes duvidosos, tais como dark-rooms de boates ou salas de chat.

Planejam um dia dividir suas vidas e um espaço a dois, mas o máximo que conseguem é dividir o metro quadrado de uma pista de dança ou da cama de um motel. Desejam o corpo do outro, mas apenas como objeto de predação e gozo, já que nos transformamos em “objetos” no extenso mercado de corpos construídos em academias de ginásticas ou mesas cirúrgicas, a base de muito suor e esforço físico ou através de anabolizantes, lipoaspiração ou silicone.

Querem reconhecimento entre seus pares, mas não reconhecem a si mesmos, uma vez que se vêem como projetos falidos, fadados ao fracasso, sucumbindo a fruição do corpo usado como medida da felicidade possível, cujo gozo orgástico é o fim dessa trágica trajetória de vida.

Descobrimos também, por ensaio e erro, que se amar é sofrer, quem deseja amar, deve estar preparado para o sofrimento das dores de amor, ou então, deve de imediato abandonar esse projeto, através de um dos modelos de vida descritos acima.

Enfim, amar não é fácil! Demanda tempo, paciência, sentimento, fantasia, ciúme, rejeição, doação de si, compreensão do outro, cumplicidade, esperança, mágoa, conquista, dor, sujeição, etc., mas também uma boa dose de prazer e felicidade. Freud já dizia que somos incapazes de amar o outro na sua incondicionalidade, porque somos eminentemente narcísicos e só nos constituímos na presença do outro, ou seja, só existe um “eu” porque existe “um outro”, ou “um nós”, como queiram.



Escrito por Fábio às 15h15
[] [envie esta mensagem]


 
  

No resto desta semana pouco fiz além da minha rotina diária na faculdade, que alias, irá me impedir de postar aqui mais do que uma vez por semana. Terei cada coisa maluca para estudar que tem horas que parece mais de qualquer outro curso, do que de Psicologia. Podem pasmar, mas neste período inseridas em disciplinas específicas a Química e a Matemática serão grandes companheiras minhas. Portanto, como já estava quase que acontecento, a partir de agora, meus posts serão sempre semanais. Não necessáriamente aos domingos.

Na última quinta-feira fui visitar o Marco e a Cris, que voltou de viagem. Fomos para uma pizzaria e foi bem bacana, é claro que eles vão festar durante todo o final de semana, e como eles sempre falam pra mim, "- Não precisamos nem dizer que você está convidado a vir lá em casa participar do nosso tradicional "esquenta" de sexta e sábado à noite"... Eu preciso ir uma hora dessas hehehe, tô devendo isso pra eles faz tempo. Mas últimamente eu ando sem muito ânimo para sair, preciso resolver uns probleminhas também, e é certo que vou ficar por um tempo "comigo mesmo".

Bom, hoje vou deixar um texto aqui (que pelo tamanho eu sei que poucos irão ler inteiro, mas...), eu achei bem bacana e que vale a pena pensar sobre o assunto... O texto está divido em três parte devido ao limite de caracteres imposto pelo UOL.

Um bom final de semana a todos!

"A metade que nos falta" (1ª parte).

Na atualidade, o amor passou a ser usado como objeto de fetiche, valorizado, idolatrado, desejado e requerido pela maioria de nós. É como se disséssemos em uníssono que “sem amor, estamos amputado da nossa melhor parte”, conforme a crítica formulada pelo psicanalista Jurandir Freire Costa, em seu livro “Sem fraude, nem favor: estudos sobre o amor romântico”.

Segundo Jurandir Freire, o amor foi mais uma invenção da modernidade como tantas outras que hoje conhecemos, e apesar do prestígio que o amor tem em nossa sociedade, ele deixou de ser um puro momento de encanto para se tornar uma corvéia, pois 'quando é bom, não dura, e quando dura, já não encanta mais'.

Se pensarmos direito, ele tem razão: das revistas para adultos e adolescentes ao cinema e televisão, somos constantemente bombardeados com a necessidade insofismável de encontrarmos a nossa cara metade. Hoje, você não é ninguém e nem pode candidatar-se ao papel 'fundacional' em ser, se não tiver quem lhe complete, um companheiro ou uma companheira, e tudo isso é dito de forma voraz através de um imperativo categórico que tem levado as pessoas a certos níveis de depressão, ou porque não conseguem alcançar o desejo da maioria, daí achando-se 'incompetentes' para amar, ou por não suportar a dor de ter perdido alguém que amou.

Ora, na contemporaneidade, as pessoas não querem tanto compromisso afetivo como outrora. Não conseguimos olhar para alguém e ver nela um projeto de vida duradouro, uma história pautada na parceria amorosa, afetiva e no companheirismo, porque todos querem amar, mas temem investir neste projeto. Aliás, nem mais sabemos se com a perda dos grandes ideais e das grandes utopias, nos tornamos essencialmente narcísicos ou individualistas, já que o 'ficar' virou moda e substituiu o namoro cujo ethos amoroso era baseado em eros, na acepção grega do termo.

Na Grécia antiga, o amor era algo necessário à construção da cidadania, estava a serviço da 'pólis' (cidade grega) e destinado exclusivamente aos homens. O amor fazia parte da pederastia grega, que em nada se assemelha ao que hoje concebemos como 'homossexualidade'. Homossexualidade é a relação amorosa ou afetiva e sexual entre duas pessoas adultas do mesmo sexo que consentem partilhar essa experiência mútua de vida.

O amor entre os homens na Grécia antiga era acima de tudo uma medida pedagógica e visava alcançar o mundo de eros (o reino dos amores), seja através da contemplação do belo, seja através dos prazeres. Existiam, portanto, dois reinos: o reino dos prazeres, denominado de 'afrodisias', e o reino dos amores, denominado de eros. Nos 'afrodisias', os prazeres sensuais ou físicos estavam na contemplação de prazeres da vida diária, tais como beber, comer, fazer ginástica, cantar a natureza etc.

No reino dos amores, eros era encontrado não só entre homens, mas entre deuses e deuses, deuses e homens, deuses e animais, animais e seres humanos, elementos da natureza e humanos, fabricando condutas diversas e diferentes das que temos hoje. Nesse sentido, o amor entre os homens era uma forma de culto ao próprio eros, como uma entre tantas das obrigações inerentes ao cidadão grego.

Contrariamente ao homoerotismo masculino, cuja relação sexual pode estar pautada em uma atividade e passividade, na Grécia antiga, o homem grego adulto estava impedido pelas leis da pólis de submeter-se a qualquer papel passivo na relação sexual. A prática de “cunilingus” (sexo oral) para com uma mulher era, igualmente, condenável e reprovável na cultura grega.

Não obstante, foram os próprios gregos que inventaram a metáfora da complementaridade, através do famoso mito de Aristófanes, no célebre livro 'O Banquete', de Platão.

Segundo Aristófanes, a origem do amor remonta o mito dos seres andrógenos e completos. Na antiguidade, os seres humanos eram essencialmente duplos e esféricos, constituídos de duas metades: o primeiro era constituído de duas metades homem, o segundo de duas metades mulher e o terceiro era constituído de metade homem e metade mulher. Certo dia, esses seres resolveram desafiar os deuses, e tiveram como castigo, a divisão de cada uma de suas partes, sendo condenados a vagarem errantes pelo mundo. O amor seria a tentativa de cada uma dessas metades retomarem a unidade perdida. Por isso, na cultura popular, dizemos que o amor não tem sexo, pois cada um de nós teve a sua cara metade um dia perdida em algum lugar, segundo o mito grego (o que explicaria, grosso modo, a existência de seres heterossexuais, homossexuais e bissexuais como constitutivas de nossas subjetividades).

Mas essa concepção mudou ao longo da história.
Na época do cristianismo, o amor passa a ser uma aberração e um desvio após os ensinamentos e doutrinas de Santo Agostinho. Ele dizia que o amor deveria ser destinado única e exclusivamente a Deus. O amor, e conseqüentemente o sexo, era uma forma de corromper o pacto feito entre Deus e o homem. A idéia de pecado vem desta época e perdura até os nossos dias. O pecador, por conseguinte, é o primeiro personagem sexual da história da humanidade.

Mas é no final do século XVIII com a idéia de sentimentalismo e romantismo que filósofos e escritores da época passarão a valorizar o amor romântico e o amor paixão, bem mais próximos daquilo que concebemos hoje. Jean Jacques Rousseau foi um dos mais representativos autores dessa época, na filosofia, e Shakespeare, na literatura, e nos fizeram acreditar que o amor fazia parte da nossa interioridade. Porém, isso trouxe conseqüências negativas: foi nesta mesma época que a idéia de amor ficou atrelado à idéia de família e procriação, logo, só possível entre um homem e uma mulher, fazendo da família nuclear conjugal e burguesa a norma, e todo e qualquer outro tipo de união, o desvio.



Escrito por Fábio às 14h54
[] [envie esta mensagem]


 
  

Ontém foi o meu primeiro dia de aula no 2º período da minha faculdade. O início foi ótimo, com dois professores que eu gosto muito e com os quais já existe aquele entrosamento com a turma, isso faz com que tudo seja muito, muito bacana mesmo. Ouvi muitas frases que fez a tuma ficar um tanto pensativa, coisa do tipo: " - a partir de agora começa a fase mais importante na formação de vocês", "- de agora em diante vamos lidar com situações que certamente irá mexer muito com todos" e a frase mais expressiva de todas certamente foi quando um dos meus professores disse: "o processo pelo qual vocês passarão a partir de agora, vai fazer que com o pensamento de vocês se torne muito diferente do pensamento das pessoas que não tiveram contato com a Psicologia". Estou super contente com este reínicio, minha turma é super legal e muito unida, praticamente me sinto em casa aqui na universidade.

No último sábado resolvi entrar no chat, só para ver o que eu encontraria por lá. Na última vez que fiz isso, descrevi bem aqui como foi; uma surpresa não muito agradável, entretanto agora foi bem diferente. Não entrei no chat com a intensão de achar alguém para relacionamento, ou esperando que lá apareceria um "príncipe encantado", não, apenas queria conversar. Depois de trocar palavras com algumas pessoas, quando eu estava quase desistindo de permanecer lá, comecei a teclar com o André, um rapaz de 25 que mora em Blumenau. Ficamos teclando um tempo e foi super bacana, porque ele também estava a procura do mesmo que eu.

Para minha surpresa ele estaria aqui em Balneário no domingo, onde estaria trabalhando em um Work Shop de moda para noivas. Nem preciso dizer que marcamos um encontro para nos conhecermos pessoalmente. E assim foi, nos encontramos pessoalmente e foi muito legal. Ficamos conversando um por muito tempo. O André praticamente fez pra mim um "dociê" sobre a "turminha" GLS de Blumenau. Desconfio que ou o mundo em que vivemos é pequeno demais ou praticamente todos os gays se conhecem por lá. Fiquei muito supreso com alguns detalhes que descobri, alguns apenas se confirmaram, outros me deixaram meio pasmo. É impressionante, mas existem situações em que vivemos que realmente parece que estavam alí escritas, para acontecerem, sei lá, aonde parece que determinada imformação tem que chegar a você cedo ou tarde.

Bom, a parte disso tudo, posso dizer com conquistei um novo amigo. Alguém super bacana, inclusive recebi um convite para ir para Blumenau e conhecer um pessoal, quem sabe ir pra alguma balada lá.

Bom, o post de hoje é só isso mesmo...

Um forte abraço a todos!



Escrito por Fábio às 17h23
[] [envie esta mensagem]


 
   Mais uma vez....

Bom... eu nem pretendia vir postar aqui hoje, estou devendo vários e-mails e o que eu deveria mesmo fazer é reposdê-los antes de tudo. Mas prometo fazer isso no máximo até metade da próxima semana a todos meus amigos que aguardam aos meus e-mails. :-)

Neste momento estou no shopping e o real motivo que me trouxe aqui foi um encontro. Mas mais uma vez, não deu em nada. A pessoa simplesmente não veio. Eu detesto levar "bolos", isso me deixa profundamente irritado. Eu até ficaria menos chateado com isso se fosse alguém com quem eu tivesse apenas conversando pelo chat, uma única vez. Mas não, ao contrário, troquei e-mails com essa pessoa, a mesma deixou comentários aqui no meu blog, disse que eu parecia "massa", me mandou fotos, quando viu o Marco na New Heaven sábado foi lá pedir para ele aonde eu estava (eu estava em casa) e claro conversamos ao telefone. Ficou tudo combinado. Eu apenas esperava neste encontro que o Mário aparecesse. Gostaria de conversar, conhecê-lo, só isso, pois ele também pareceu ser uma pessoa, como ele diz "massa". Mas, lá fiquei eu 30 minutos, sim, demais né? Esperando que ele aparecesse, mas nada. Pensei em ligar pra ele, mas o combinado não foi esse. E portanto não tomei essa atitude. Era pra ele estar lá. Se me perguntassem agora se eu daria uma segunda chance ao Mário, eu diria que não. Falhar num encontro é uma coisa que eu nunca fiz e jamais faria. Falhar no primeiro é imperdoával. Estou chateado.

Bom, voltanto agora ao meu último sábado, recebi a visita do meu "amiguinho" de Timbó, o Christian, que tem apenas 17 anos e que encanta pela maturidade que possui para um menino da sua idade. Ficamos conversando durante muito tempo e o tema central de nossa conversa foi o meu modo de ver aos relacionamentos. Bom, eu penso de um modo, que eu não sei se não fica bem claro ou se realmente diverge do modo como a maioria das pessoas pensam. Quando eu falo que a possibilidade de um relacionamento qualquer durar "até que a vida nos separe" ao meu ponto de vista é algo extremamente remoto, não quero dizer que eu penso que não existam relacionamentos longos ou felizes. Se eu começasse a namorar uma pessoa hoje, eu acharia algo um tanto utópico ficar pensando (ou torcendo) por mais apaixonado que eu estivesse por essa pessoa e ela por mim, que daqui 10, 20 anos ainda vamos estar juntos. Eu acho que nada deve ser assim. Eu procuro viver o momento, aproveitar o instante e se assim passar 10 anos, ótimo. Mas eu acho algo muito desgastante forçar ou até mesmo acreditar na idéia da possibidade de um relacionamento tão longo. E pra ser realmente sincero eu chego a achar ridículo a idéia de um relacionamento que dure uma vida toda.

Mas então sempre tem quem me pergunta: e os relacionamentos heterossexuais!? Para os relacionamentos heterosexuais eu penso da mesma forma. Entretanto é importante perceber o quanto o "universo" de um relacionamento hetero é diferente de um homo. A quantidade de relacionamentos heteros que duram um longo tempo é grande, mas a qualidade desses relacionamentos nem sempre é algo faz valer a pena. Mas vejam bem eu não estou dizendo que todo relacionamento hetero e longo é ruim. Embora eu seja suspeito para falar, posso citar o exemplo dos meus pais, juntos e felizes a 33 anos, e nunca passou pela cabeça de nenhum deles se separar.

Bom... pra concluir... eu penso e procuro acreditar que um relacionamento é algo a ser construído (e vivido) dia após dia, e se souber ser administrado de uma forma bacana certamente será algo que deverá durar muitos e muitos anos. Agora, para sempre? Aí eu realmente eu acredito que não. É claro que eu já acreditei nisso... acho que se há mais alguém além de mim que pensa como eu, certamente já acreditou um dia que viveria um relacionamento que duraria para sempre, exatamente como eu. Mas, quando se você acaba ficando várias noites, com os olhos abertos na escuridão, tentando segurar as lágrimas e principalmente tentanto entender o que realmente aconteceu para aquilo que você ?tinha certeza? de que era algo mais puro e sincero e que iria durar pra sempre, simplesmente se "quebrou", acabou... você começa a mudar a opinão, isso eu garanto.

Domingo à noite eu fui com o Marco ao cinema, assistimos ao filme "Cazuza - O tempo não para". Nossa, fiquei chocado ao ver o quanto Cazuza foi promíscuo. Mas o filme é bom, vale a pena assistir, eu recomendo. Entretanto, o mesmo não acrescentou em nada para o aumento de minha admiração por Cazuza. Nunca fui fã dele, até acho que ele escrevia bem e tem algumas músicas boas, mas pra mim é só isso mesmo.

Bom, um abraço a todos e mais uma vez peço desculpas a que estou demorando para reponder aos e-mails, eu ainda não trouxe o meu computador pra cá, não tenho internet em casa.

Uma ótima quata-feira a todos!



Escrito por Fábio às 15h46
[] [envie esta mensagem]


 
  

Meus últimos dias foram tranqüilos e muito pacatos também. No último domingo fui ao shopping com o Marco. Para nossa surpressa havia uma Drag na praça de alimentação, que estava lotada... Havia também música ao vivo e a Drag circulava muito à vontade entre as mesas, fazendo performances e danças engraçadas. Fomos também ao cimena e assistimos "Homem-Aranha 2". Para quem curtiu a primeira versão do filme, com certeza irá gostar muito desta. Normalmente (ao menos na minha opinião), a 2ª versão de vários filmes que na sua 1ª versão fizeram muito sucesso, deixam muito a desejar. Os filmes "A bruxa de Blair 2", e "Lenda Urbana 2", por exemplo, são muito inferiores comparando com suas primeiras versões. No caso de "Homem-Aranha 2", na minha opinão, isso não aconteceu.

Na segunda-feira fui até Brusque/SC, pois os meus pais vieram pra cá, e claro estão hospedados no apartamento da minha irmã, que é muito maior que o meu. Passei o dia com eles. Na terça, meus pais foram até Florianópolis e é claro eu aproveitei para ir junto, adoro aquela cidade, apesar da violência lá estar crescendo, Floripa continua muito show! Eu pretendia morar lá há algum tempo, mas eu também adoro Balneário.... acho aqui mais tranqüilo.

Meus pais também aceitaram que eu alugasse um apartamento em Balneário para o ano todo e não apenas para o período de aulas da faculdade. Conseguir um apartamento para o ano todo é uma grande problema em Balneário... hoje passamos em muitas imobiliárias, fomos ver alguns apartamentos e todos eram horríveis. Detalhe é que eu em princípio quero um apartamento de um quarto. Mas realmente eu não imaginava que houvesse tão poucos imóveis bons disponíveis para o ano inteiro aqui em Balneário. Eu gosto de morar sózinho.... gosto de ter a minha liberdade, de ter meus horários, e o principal eu sou muito organizado... Mas não sei se vou achar um apartamento como eu quero aqui em Balneário. Pensei em dividir com alguém, um de dois quartos, mas realmente eu não conheço alguém de confiança. Se eu encontrasse alguém para dividir, que fosse homossexual também, alguém sem neuras e principalmente que goste de tudo sempre certinho no seu lugar e que queria um apartamento bom... com certeza eu aceitaria. Ei, será que eu estou sendo muito exigente?

Amanhã os meus pais voltarão a cidade deles, eu vou continuar procurando meu apêzinho para o ano todo... Pessoal eu quero passar o verão em Balneário com um lugazinho meu!! Torçam por mim... alias, sem alguém souber de algo ou alguém nas condições em que eu disse para dividir, por gentileza, me avise.

Tipo... vocês devem ter percebido que o amigo mais próximo que eu tenho aqui em Balneário é o Marco e que eu normalmente falo dele aqui no meu blog... (Apesar dele nunca deixar comentários... né seu Marco!!?), mas pois é.... ele quis aparecer aqui no meu blog hehehe... antes de mim, então resolvi colocar uma foto dele aqui. :-) Alias não só dele... Na foto, seguindo da esquerda para direita: a primeira menina da foto eu não conheço. A segunda é a "Angel", minha conterrânea e amiga. Aí vem o famoso Marco :-), e a última menina é a Cris que também é minha amiga e conterrânea e que divide apartamento com o Marco:

Bom... fico por aqui, por hoje. Ótima quarta-feira a todos!



Escrito por Fábio às 15h40
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
HISTÓRICO
 01/12/2004 a 31/12/2004
 01/11/2004 a 30/11/2004
 01/10/2004 a 31/10/2004
 01/09/2004 a 30/09/2004
 01/08/2004 a 31/08/2004
 01/07/2004 a 31/07/2004
 01/06/2004 a 30/06/2004



OUTROS SITES
 Adolescente em apuros (Blog)
 Flog da Carolzinha
 Flog da Helen
 Me deixa falar (blog)
 Peter Sampa (Flog)
 Sem Fim (Blog)
 Siren Stern (Blog)
 Benny Benassi
 Eiffel 65
 GLX
 Jovem Pan FM
 Madonna
 NÃO AO ATO MÉDICO
 Rádio DJ
 Reação em Cadeia
 Transamérica Pop
 Univali
 SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICOLOGIA ANALÍTICA